domingo, 12 de maio de 2013

Em obras


Olá. Acredito que todos tenham notado a falta de posts por aqui nos últimos dias (ok, nos últimos meses a coisa já não era algo que se diga "Minha nooossa!! Como o Clarim é atualizado frequentemente!!!" ) Resolvi aproveitar minhas férias pra promover algumas mudanças de plataforma, servidor e coisas do tipo. Como não sou exatamente a pessoa mais entendida nesses assuntos, está tomando mais tempo do que eu gostaria mas espero concluir tudo brevemente pra voltar a prover todos vocês (6) com posts cheios de piadas sem graça . Peço um pouco de paciência  e até breve o/


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Homem-Aranha 2099 : O início




O Ano é 2099,quase um século depois que algum evento misterioso extinguiu toda atividade super humana no Mundo, a sociedade é controlada pelas grandes corporações que ditam as regras. Nesse cenário distópico somos apresentados à Miguel O'Hara, pesquisador na Alchemax,uma das Mega corporações citadas anteriormente. Miguel chefiava pesquisas de aprimoramentos genéticos quando uma sabotagem fez com o que o DNA do Homem-Aranha do passado fosse misturado ao dele. E, assim como Peter Parker, Miguel adquire habilidades aracnídeas e passa a agir como o Homem-Aranha.



O universo 2099 era pra originalmente ser apenas cenário de uma Graphic novel de um novo herói chamado Ravage  que seria lançada com roteiros de Stan Lee e desenhos de John Byrne.  O pessoal da Marvel gostou tanto do conceito que resolveu, ao invés de lançar a tal história solo, expandi-lo para todo um universo ambientado no ano de 2099. Peter David no roteiro e Rick Leonardi foram os responsáveis por dar início a essa empreitada e no final de 1992 era lançado o primeiro número de Homem-Aranha 2099. o sucesso foi imediato e logo, o Universo 2099 foi crescendo. Outros personagens foram surgindo : Dr. Destino, Ravage ( o que seria o protagonista do Universo na história solo) X-Men, Hulki, Justiceiro,Motoqueiro Fantasma e muitos outros.


Mas voltando ao Aranha que é o foco aqui: A Panini pegou todo mundo de surprese e, praticamente sem aviso e divulgação, lançou o primeiro volume de Homem-Aranha 2099 aqui no Brasil. Parece que a boa aceitação do relançamento da Era do Apocalipse no ano passado, animou a editora a trazer mais clássicos às bancas.

Esse primeiro volume traz as 10 primeira edições de Homem-Aranha 2099 e é, na minha opinião a fase áurea do título. Falando um pouco do "futuro", pra mim, as histórias do Aracnídeo futurista(e todo o Universo 2099)  podem ser comparadas a uma Montanha-Russa : Começaram bem, deram uma caída em sua metade, recuperaram o fôlego e infelizmente terminaram mal. Muito graças à zona que a Marvel havia se transformado no final dos anos 90, período em que a editora chegou até a falir.



Mas tomando por base apenas as 10 edições contidas nessa edição, não há do que reclamar: Temos um ótimo roteiro, uma gama de personagens coadjuvantes interessantes e os desenhos do Rick Leonardi que acabaram ficando icônicos para o título.

O próprio personagem principal é um caso à parte. Obviamente ele não tem as mesmas características de Peter Parker e, apesar dos motivos que o levam a agir como Homem-aranha serem outros, podemos reconhecer qualidades que fizeram o Sr. Parker ser tão querido pelos fãs.

Vale citar também que os poderes aracnídeos adquiridos pelo Miguel são diferentes dos de Peter Parker. A começar pelas teias orgânicas(Pra quem achava que elas haviam sido invenção do Raimi)  que saem do dorso da mão . Ele possui garras nos dedos que permitem que ele se grude às superfícies e presas com veneno.





Vale mencionar também o dinamismo dessas primeiras histórias: O Aranha raramente está parado. Seja lutando da cidade ou no submundo, o herói começa a confrontar alguns vilões como o ciborgue Risco ou aquele que viria a ser o inimigo mais presente das histórias: O Abutre, as histórias não dão tempo pra respirar mostrando que os autores também estavam empolgados em explorar as possibilidades que um universo totalmente novo lhes daria. Vale comentar também que o Peter David é também o autor da recém relançada Morte da Jean DeWolff. Ou seja: Dispensa apresentações.

A edição da Panini segue o exemplo dos últimos especiais aracnídeos lançados pela editora e isso é bom e ruim: Bom porque a qualidade da encadernação é ótima. O papel LWC é perfeito e dá gosto de folhear. Por outro lado, temos a capa simples e até sem graça. Mas não dá pra ser perfeito né?




É torcer para que a Panini continue lançando mais volumes. Lembrando que o volume 2 está previsto para ser lançado nos EUA em Outubro.

Se você leu na época e que relembrar ou se nunca leu, está cansado de pactos com Mephisto, Ilha de percevejos e outras baboseiras, e gosta de conhecer outras versões do amigão da Vizinhança, Homem-Aranha 2099 é uma leitura obrigatória. Isso pra mencionar que são 250 páginas por R$22,90.  Ótimo custo benefício.  Pau! Corram pra banca mais próxima.



domingo, 5 de maio de 2013

Quem é esse Homem-Aranha?


E eis mais um texto do Johnny Nastri aqui no Clarim. Dessa vez ele fala sobre a """"Superior"""" Spider-Man: nova e polêmica fase do Homem-Aranha.
 Essa fase ainda não chegou ao Brasil ( E seria bom nunca chegar) então tratem tudo como Spoiler. Ou leiam e poupem sofrimento evitando isso quando chegar por aqui:



Essência. De acordo com o dicionário Houaiss:

"1. aquilo que é o mais básico, o mais central, a mais importante característica de um ser ou de algo, que lhe confere uma identidade, um caráter distintivo."

E qual sempre foi a característica que fez milhares de adolescentes se tornarem fãs do Homem-Aranha?

Ser parecido, ter as mesmas dificuldades, ser tão azarado quanto a gente. Essa, inclusive, sempre foi a essência da Marvel na década de Ouro dos seus quadrinhos... lá pelos anos 70/80.

Durante 50 anos, mesmo com todas as porcarias publicadas nos últimos 15 anos, o Peter sempre conquistou quem gostava de um herói real. De um herói que, mesmo com poderes extraordinários, mais sofre por causa deles do que se dá bem.

Eu sempre gostei do Peter e do Aranha porque ele tinha de resolver muitos dos problemas, muitas das suas batalhas com inteligência. Ele nunca pôde contar com um mordomo, cinto-aranha com objetos super high tech "pilulanicolizados", ou veículos mais inteligentes do que a Lessie... (tá, teve o Aranha Móvel, mas foi trollagem das boas, que não durou duas revistas).

O Aranha ERA espetacular justamente por ser um personagem que qualquer moleque ou garota poderia sonhar em ser. Era fácil se imaginar dependurando na sala de aula, ou escalando o muro pra "sair mais cedo" daquela aula chata.

Afinal, quem aqui já tentou se imaginar como um Alien que se assusta com uma pedrinha verde? O Peter era um ser humano de verdade, com um senso de responsabilidade maior do que o do Capitão America. Tão responsável que podíamos nos orgulhar e encher a boca pra dizer: nosso herói NUNCA matou ninguém.



Mesmo naqueles momentos em que ele parecia perder o controle, com a gente ali até mesmo apoiando um sopapo mais... definitivo contra um maldito vilão, o Peter lembrava que não era direito dele decidir quem vive ou quem morre. Ele sempre esteve onde esteve pra fazer diferença pro lado do bem.

Essa é a essência do personagem. A essência de um herói corajoso e altruísta... e facilmente confundível com uma pessoa de verdade. Essência totalmente desprezada pelas atuais histórias de Dan Slott.

Dan Slott transformou o Peter em um vilão. Fez o Peter perder a batalha contra o Octopus, ter seu corpo roubado por um cara do mal e ainda tem coragem de dar ao título da revista de Superior Spider-man. Aposto que esse cara, se fosse um personagem de quadrinhos, seria um dos vilões querendo vingança (e finalmente conseguindo) contra nossos heróis.

Hoje eu (e mais ninguém) consegue se identificar com o OctoAranha. Um ser arrogante, a ponto de transformar Wolverine em apenas um reclamão. E agora ele nem precisa mais se preocupar em chegar atrasado aos compromissos, porque possui mais tecnologia do que Batman e Tony Stark juntos. Ele fez provar que o velho azar dos Parkers era, na verdade, a péssima diretoria da Marvel e seus editores Quesadas.



Hoje o Octopus (que tomou conta do corpo e mente do bom Peter) já matou, acabando com uma das características mais humanas do Aranha. O vilão dá não só em cima da Mary Jane, mas de estagiárias e, por pouco, não cometeu incesto com a Tia May. E como ele tem tempo pra trivialidades como essas? Simples: agora ele tem spider-bots-vigilantes-master-blasters que indicam onde há algum crime ou situação que mereça a presença do Aranha.

Às vezes, inclusive, ele nem mesmo precisa ir até os locais. Ele já comunica e... pasmem... dá ordens à polícia pra irem onde um possível crime esteja acontecendo.

Mais inteligente? Uma ova... mais egoista. O Peter de verdade iria tomar conta pessoalmente seja um roubo de galinha ou um mega atentado mutante. Iria pra garantir que ninguém sairia morto de lá. Mas a molecada de hoje nem faz ideia do que isso significa...

Pior... a molecada nunca mais saberá o que eu e muitos amigos descobrimos como boas histórias. Histórias de superação e não apenas ficção científica da carochinha. Nós conseguíamos nos identificar com os personagens, porque eles lutavam contra o alcoolismo dos amigos... lutavam guerras reais em favor da liberdade mundial.


Hoje os "heróis" bebem vinho e maltratam antigas paixões (que também eram nossas, dos fãs). E fazem isso com gente (novos leitores) dizendo: "Ah, mas as histórias estão interessantes!".

Sim... fiquem só com o interessante. Prefiro me recordar das ESPETACULARES. Prefiro me lembrar de quando eu conseguia me imaginar sendo o Aranha mas histórias.

Digam ae: vcs gostariam de ser o Homem-Octopus de hoje?


Johnny Nastri é jornalista, responsável pela página Vitrine das Ideias no Facebook e apenas mais um dos zilhares fãs do Aranha deprimidos com as porcarias que fizeram o personagem passar nos (descartáveis) últimos  15 anos.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Panini relança "Triunfo e Tormento"


Pelo jeito a Panini tomou gosto por relançar material antigo dos quadrinhos depois de surpreender com o lançamento do encadernado com as primeiras 10 edições de Homem-Aranha 2099, a editora pegou todo mundo de surpresa ao anunciar a republicação de Triunfo e Tormento,  Graphic Marvel estrelada pelos Doutores estranho e Destino.
 Na trama escrita por Roger Stern e com arte de Michael Mignola, o Dr. Destino deixa o orgulho de lado e pede a ajuda do Mago supremo para recuperar a alma de sua Mãe,presa nos domínios do Mephisto ( Numa época em que o demônio não perdia tempo fazendo pactos pra acabar com casamentos).

 Triunfo e Tormento foi publicada pela Editora Abril em 91 e volta agora em Maio em uma versão capa dura. Os colecionadores só têm a ganhar. e que essa onda saudosista da Panini continue por muito tempo.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tony Stark : O Filme

              Esse post contém Spoiler sobre o vilão Mandarim (Eu aviso quando chegar a hora)


Após os eventos mostrados no filme dos Vingadores, quando descobriu que o Universo não girava em torno dele, o Ego de Tony Stark sofreu um baque que o deixou em dúvidas sobre onde seria seu lugar no Mundo. Mas o surgimento do líder terrorista conhecido como Mandarim e o surgimento do empresário Aldrich Killian da IMA (Ideias Mecânicas Avançadas) responsável pelo projeto Extremis, forçam Tony a sair de seu marasmo e voltar à ação.

Não estranhem o título do Post, irei falar sim de Homem de Ferro 3 mas é que "Tony Stark: O filme" se encaixaria melhor já que dessa vez vemos pouco do Vingador Dourado( Ou Creme, dada a cor da novíssima Mark 42(Ou,como eu chamo: Pijama de Ferro) ) e mais do homem dentro da armadura. Mas calma que apesar do que os trailers quiseram passar, isso em nada deixa o filme com um tom mais sério(ainda bem). Muito pelo contrário: Robert Downey Jr. está ainda mais incontrolável.


Uma das reclamações mais frequentes sobre Homem de Ferro 2 é o fato dele ser "mais do mesmo" do que foi o primeiro filme do Latinha. Nesse ponto a troca de diretores ( Saiu John Favreau (Ele saiu da direção até dentro do filme) e entra Shane Black, responsável pelo roteiro de Máquina Mortífera) fez bem já que o filme consegue ter uma identidade própria (obviamente aquele pessoal que reclamava do "mais do mesmo", agora estão reclamando que tinha de ser mais parecido com Homem de Ferro 1... vai entender).
 Aliás, em certo momento da história, quando vemos Tony e Rhodes agindo fora de suas armaduras é impossível não lembrar da dupla Riggs e Murtaugh de Máquina Mortífera.

 Outro ponto importante da história é a Extremis,responsável por criar humanos poderosos e verdadeiras armas vivas. Apesar de diferente das HQs ( e aqui encaixe mais mimimi dos fãs) gostei do visual que deram para seus portadores mesmo que ao que parece, elas não afetam as roupas dos indivíduos. E essa "tecnologia" influi para que ao contrário dos outros dois filmes, não tenhamos mais um vilão de armadura na luta final.


    Apesar de praticamente 70% do filme vermos apenas Tony Stark, na parte final do filme isso é "compensado" (Está entre aspas porque não vejo a maior participação do Stark como defeito. Muito pelo contrário) na parte final onde vemos uma porradaria entre literalmente dezenas armaduras do Homem de Ferro com usuários Extremis. Aliás isso lembra o final de Homem de Ferro 2. A diferença é que lá eram armaduras do Dínamo (que não era) Escarlate. Se por um lado a cena com diversas armaduras é legal, também tem seu ponto fraco que é que realmente não vemos muito delas. Sem contar que pelo fato do Stark tê-las construído muito rápido,deve ter usado material de segunda já que elas são destruídas mais rápido que aparecem.

 Outro medo meu era que o filme descambasse pro dramalhão romântico entre o Tony e a Pepper mas ainda bem isso não acontece. Ok, a "Pimentinha" tem participação importante na história mas mas nada que chegue perto de um "Peter Parker/ Mary Jane" da trilogia romântica do Homem-Aranha do Sam Raimi. E isso, por si só, já merece uns pontos comigo.

 Também vale mencionar o ótimo trabalho de Guy Pearce. Que consegue dar vida a todas as "facetas" do Aldrich Killian.


Como ponto fraco eu devo mencionar a trilha sonora. As dos dois filmes anteriores eram tão marcantes que essa ficou muito genérica. E olha que eu nem sou lá muito fã de Rock ( nem de estilo nenhum).
 E também há algumas passagens do roteiro que ficaram a desejar: Aquele garotinho idiota que só serve pra falar uma das melhores frases do filme. A personagem da bonitinha Rebecca Hall está mais perdida que o Dan Slott nos roteiros do Homem-Aranha e particularmente não gostei da parte da trama envolvendo a Pepper no final. Quer dizer, não o acontecimento em si mas como foi facilmente resolvido.
  E como não poderia deixar de ser, não vou recomendar que vejam em 3D. Sério. Não entendo o que o pessoal vê nessa técnica.
 Mas agora, vamos à parte que está causando debates acalorados, extração de cabelos pelos fã-boys e uma onda de protestos que dizem que a Marvel é boba, feia e tem cara de mingau : Vamos falar do Mandarim
    ( E se não quiser saber dos detalhes, pule o trecho entre as duas próximas imagens)



Antes de começar vamos à polêmica: No filme o Mandarim não existe. ele é apenas um personagem criado pelo Killian para poder colocar seu plano em ação. Eis aí o ponto que deixou os fãs em polvorosa e xingando muito no Twitter. Há três formas de tratar esse ponto:
 1ª : Você se assume como fã, reclama da descaracterização suprema do personagem. Amaldiçoa a Marvel, Shane Black e qualquer um que lhe passar pelo caminho.
 2ª: Vai com mente aberta. Acha estranho a mudança mas entende que isso é uma adaptação e a trata como um universo alternativo
 Ou 3º:  Cria uma teoria mirabolante que tenta  explicar o fato.
 Como eu me encaixo no 3º grupo, eis minha teoria: Pra mim o Killian contratou o Ator para interpretar uma pessoa que realmente existe naquele Universo. Seria como alguém colocasse alguém pra se passar pelo Bin Laden. Fiquei com essa impressão por três detalhes: A organização dos 10 anéis Existe e é citada desde o primeiro filme.
 Desde que assumiu seus próprios filmes, a Marvel nunca descaracterizou tanto algum de seus personagens (Ok, Eles fundiram o Chicote Negro com o Dínamo Escarlate no Homem de Ferro 2 mas convenhamos que nenhum deles se compara à importância que o Mandarim tem) e o principal: O ator diz que o Killian lhe pagou uma operação plástica. Ora, se era pra criar um personagem do zero, pra que a operação plástica? Ela só faria sentido se fosse pra deixar o cara mais parecido com alguém que já existe. Ainda acredito que o verdadeiro Mandarim irá aparecer em algum momento no futuro e causar muitas confusões com seus aneizinhos do barulho.
 Mas mesmo que isso não ocorra, na história essa mudança do Mandarim funcionou. E os trailers enganaram tanto que nós ficamos tão surpresos quanto o Tony quando descobrimos a verdade. Nessa época de internet onde praticamente tudo dos filmes é revelado em trailers e vídeos divulgados antes da estréia, ser surpreendido por algo é realmente de se louvar. E isso pra não mencionar o Ben Kingsley que está fenomenal tanto como o Mandarim, quanto como o ator doidão que o interpreta.


Finalizando: Homem de Ferro 3, como todos os filmes, tem seus defeitos mas é um bom filme. Um final digno pra trilogia. Agora é esperar pra ver como essa 2ª fase da Marvel se desenvolve já em Novembro com Thor : Mundo Sombrio ( Pelo trailer, esse sim me deixou com medo de ser uma bomba).



Ps: Não esperem muito da cena pós créditos.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O Homem de Ferro do futuro e o Aranha

Em um tempo muito distante, lá pelo final da década de 80, o Homem-Máquina, antigo e esquecido personagem da Marvel viaja para o "longínquo" ano de 2020 e acaba tendo de enfrentar o Homem de Ferro. Mas não. Não é de Tony Stark que estou falando: Trata-se de Arnold "Arno" Stark,Sobrinho de Tony.  Arno não seguiu os passos do Tio falecido e age como um mercenário cruel que deu muito trabalho para o Herói robótico. Mas o que o fez passar pro lado do crime? Como sempre, a culpa é do Homem-Aranha. Continuem lendo mas saibam que terá Spoilers da história.


O ano é 2015 (longe, não?) e após a morte do Tio, Arno Stark dá sequência ao legado da família e gere com competência as Indústrias Stark. Aclamado pelo público e pela crítica, Arno não poderia estar mais feliz até que... Um "belo" dia, um terrorista industrial ataca a sede das Indústrias Stark, prende todos os funcionários lá e arma uma poderosa bomba. Ao saber que sua mulher e filho estavam entre os prisioneiros, Arno parte pro local e após uma breve briga o Terrorista acaba meio que se explodindo. O problema é que,a bomba foi programada para só ser desativada mediante um exame de retina do tal terrorista. Pena que não sobrou muita retina ( Explosões costumam fazer isso com as pessoas) pro Stark poder desarmá-la. A solução é se mandar em uma viagem no tempo até o último registro do Terrorista que se tem notícia : 35 anos atrás.


Enquanto ( ou seria "antes"?) isso, 35 anos atrás, após derrotar o "poderoso" Nevasca, Peter vai ao Clarim pra tentar vender as fotos do combate e acaba conhecendo o pequeno Bobby Saunders, filho de um dos acionistas do jornal.

 Pouco tempo depois(na verdade acontecem mais algumas coisas mas vou deixar  sobrar algo pra quando vocês lerem) Arno surge e quando se prepara para fazer uma leitura da retina do garoto ( Sim! Ele é (ou ,será? histórias com viagens no tempo são tão confusas) o tal do Terrorista do começo da história) o Aranha     o confunde com o Homem de Ferro do presente.

Sem tempo a perder, o "Homem de Ferro" tenta afastar o aracnídeo que, no processo, acaba quebrando o dispositivo de leitura de retina. Agora só há uma solução: Pegar Bobby e levar com ele para o futuro (Claro que, voltar pra um pouco antes do Bobby Terrorista atacar e pegar o meliante antes da bomba ser armada nem lhe passou pela cabeça) . Mesmo sem entender o comportamento do amigo de lata, o Aranha resolve que é melhor ele tirar o garoto de perto do Latinha mas depois de uma breve perseguição, Bobby acaba seriamente ferido.
A partir daí, o Aranha perde a cabeça e parte pra cima do Homem de Ferro literalmente espancando-o socando, amassando e estragos similares até que o dispositivo temporal de Ferroso é ativado e ele volta para seu tempo deixando pra trás um Aranha sem entender direito o que aconteceu.
Bobby vai ao hospital e escapa,apesar de ficar com o rosto desfigurado.
O Arno? Digamos que o cenário que ele encontrou ao voltar não era nada bom.


Lá no Post sobre a morte da Jean DeWolff eu mencionei que a partir daquela história passei a ir atrás de outras revistas do Aranha e uma das primeiras edições que comprei foi a edição 32 da revista "Grandes Heróis Marvel" que traz exatamente essa história. Curiosamente foi a primeira história do Homem de Ferro que eu li, mesmo que não seja o Latinha original.
 Eu gosto dessa história porque nela o Aranha está em sua melhor forma: Engraçado, soltando piadinhas como uma metralhadora mesmo que no fim da história ele substitua o bom humor pela raiva desenfreada.
 A sequência em que ele dança com um mendigo cantando "Ei, Você aí, me dá um dinheiro aí" é impagável.
 Pelo lado do Homem de Ferro, a gente entende o porque ele ter "pirado" e virado um mercenário cruel.
 E também interessante que pelo menos uma vez a "regra 178 da Marvel (Quando dois ou mais heróis se encontram pela primeira vez, têm de brigar) " teve consequências práticas.
 História  recomendada. Quem puder, dê um jeito de ler. Quanto a mim, só queria saber o que aconteceu quando o Aranha encontrou o verdadeiro Homem de Ferro depois dessa história.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Review: Homem de Ferro 3 : O Verdadeiro Homem de Aço


A convite meu, o amigo Johnny Nastri ,responsável pelo antigo site e atual Fanpage no Facebook , Vitrine das Ideias  passará a ser colaborador esporádico do Clarim postando críticas de filmes. E nada melhor do que começar com o aguardado 3º filme do Homem de Ferro.
Prestigiem pois não tem spoiler.




Sei... sei... tá parecendo filme quando vai pro SBT, sempre precisa de um subtítulo. Mas não deu pra resistir, já que foi isso que sai achando de Tony Stark (Robert Downey Jr.) depois de sair da sala, no final dos créditos de Homem de Ferro 3.

Não vou esconder que o filme é mais "fraco" e mais "lento" do que os dois primeiros, mas nele foi colocada uma dose de humanidade a Tony Stark (e também uma pitada elevada à quinta potência de humor) bastante marcante, pelo menos para mim.

No início eu fiquei com medo. Pra quem já leu algum texto meu... bom, como ninguém aqui deve ter lido: eu simplesmente ODEIO excesso de romance. E meu medo até mesmo enquanto via os trailers era o foco acabar caindo na querida Pepper Potts (Gwyneth Paltrow). Isso acaba rolando, mas não tanto a ponto de prejudicar e transformar o filme em algo como "Quem vai ficar com Mary Jane"... (roubando a citação do Sr. Mac)

Acontece que o estrago causado pelo vilão Mandarim (uma imensa jóia do filme, que depois de assistirem vocês entenderão), interpretado pelo "enigmático" e incrível Ben Kingsley, em Nova Iorque é pra deixar o herói realmente emotivo. Porém, a direção de Shane Black acaba deixando mesmo o filme um pouco arrastada, principalmente comparada com a de John Favreau dos anteriores.



Homem de Ferro mesmo, esqueçam... Tô zoando. Mas ele aparece pouco. Se você pretende ir no cinema pra ver mais do enlatado, já vai mudando a pretensão porque irá se decepcionar. Tá... vai ter um monte no final, mas o filme é focado mais no lado humano do Stark e como o Homem de Ferro acabou se tornando parte dele.

Mas isso não deixa de forma nenhuma o filme com qualidade inferior aos interiores. Eu, pra ser sincero, gostei MAIS DESSE do que dos outros justamente por isso. Não sou muito fã de heróis foderásticos, que bastam cutucar um cinto de utilidades e o mundo está salvo de um cataclisma nuclear.

Foi bacana ver cenas em que Tony tendo que se virar única e exclusivamente usando o "músculo" que tem dentro da cabeça. Algumas dessas cenas chegam a emocionar. Tanto que acabei sendo possuído por um espírito feminino na sessão e fiquei todo sensível. É uma cena toda patriota, daquelas que todo filme da Marvel precisa ter pra mostrar que norte-americano é todo unido. Mas essa foi especial e merece um destaque.



Quem via gostar do filme: quem curte uma boa história, com uma dose caprichada do humor sarcástico de Tony Stark em Os Vingadores e um pouquinho de melodrama romântico.

Quem não vai gostar: quem for no cinema procurando ver só cenas com o enlatado socando vilões. O filme é lento e ação desenfreada mesmo só no final.



Texto por Johnny Nastri que é nerd, fã de cinema e responsável pela fanpage Vitrine das ideias 
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